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Saiba como funcionava o suposto esquema de desvio de verba pública da milícia digital no Amapá

redacao by redacao
26/05/2026
in Últimas Notícias
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Saiba como funcionava o suposto esquema de desvio de verba pública da milícia digital no Amapá
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Polícia Federal faz operação contra milícia digital em Macapá
A Polícia Federal no Amapá apura se um contrato de publicidade institucional da Prefeitura de Macapá foi usado para financiar ataques virtuais contra adversários políticos e promover a imagem do prefeito afastado, Dr. Furlan (PSD). O esquema teria funcionado durante quatro anos e é alvo da Operação Palanque Digital.
Na manhã desta terça-feira (26), agentes cumpriram 35 mandados de busca e apreensão em Macapá, Belém (PA) e Canela (RS). A suspeita é de que mais de R$ 25 milhões tenham sido desviados dos cofres públicos para alimentar a rede de blogs e perfis que espalhavam fake news e promoviam o prefeito.
Dr. Furlan, ex-prefeito de Macapá, é alvo de operação por suspeita de usar milícia digital para atacar opositores
Durante o cumprimento dos mandados, a PF informou que foram apreendidos cerca de R$ 72 mil em espécie, além de quatro armas de fogo e sete veículos. No decorrer das diligências, houve duas prisões em flagrante pelo crime de posse ilegal de arma de fogo — uma em Macapá (AP) e outra em Canela (RS). Os investigados prestaram depoimento e, após o pagamento de fiança, responderão ao processo em liberdade.
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Como funcionava o esquema
Entre os alvos estão políticos, influenciadores, jornalistas, ex-secretários de governo, uma agência de publicidade e seus sócios. O delegado Bruno Belo, responsável pela operação, explicou como funcionava o esquema.
“A investigação apontava uma empreitada criminosa que ocorria através de um contrato firmado com a Prefeitura de Macapá. O objetivo era a realização de publicidade institucional da Prefeitura, com tudo que se observou foi um desvio de finalidade nesse contrato”, disse Belo.
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Segundo o delegado, uma empresa intermediadora recebia os recursos e repassava a blogs e jornalistas
“Esses blogueiros e jornalistas realizavam campanhas difamatórias quanto a opositores políticos do ex-prefeito de Macapá e uma promoção pessoal desarrazoada”, explicou.
O delegado detalhou que os investigados criavam “novelinhas” nas redes sociais para engajar seguidores.
“Inclusive a gente verificou também o uso abusivo da inteligência artificial, cujo potencial é enorme de influenciar o eleitorado, mudar a opinião do eleitor e macular o processo democrático eleitoral. A liberdade de expressão é um direito constitucionalmente previsto, e, todavia, não pode ser utilizado de forma ao cometimento de crimes”, afirmou Belo.
Entre as práticas estavam:
Disparo de fake news.
Manipulação de postagens.
Produção de sátiras negativas e homofóbicas contra adversários.
A investigação apurou que esse esquema está acontecendo desde a eleição de 2020 e se aperfeiçoa com novas técnicas de promoção utilizando as redes sociais.
“A partir de agora, a Polícia Federal irá realizar as análises dos conteúdos apreendidos para a identificação de novos integrantes da empreitada criminosa, bem como novos delitos. A Polícia Federal não atua em nenhum lado político, é uma polícia de Estado, uma polícia que trabalha com a impessoalidade”, explicou.
Delegado da Polícia Federal no Amapá, Bruno Belo.
Isadora Pereira/g1
Polícia Federal no Amapá.
Isadora Pereira/g1
Dr Furlan (PSD) se pronunciou nas redes sociais sobre a operação Palanque Digital.
Rafael Aleixo/Arquivo g1
Veja o plantão de últimas notícias do g1 Amapá
VÍDEOS com as notícias do Amapá:

Fonte: https://g1.globo.com/ap/amapa/noticia/2026/05/26/saiba-como-funcionava-o-suposto-esquema-de-desvio-de-verba-publica-da-milicia-digital-no-amapa.ghtml

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